TEORIA X e Y - A teoria de Mc Gregor é na verdade um conjunto de dois extremos opostos de suposições. Estes conjuntos foram denominados "X" e "Y". Por esse motivo, também é conhecida pelo nome de "Teorias X e Y".

Para Mc Gregor, se aceitarmos a teoria "X", e nos comportarmos de acordo com ela, as pessoas se mostrarão preguiçosas e desmotivadas. Já se aceitarmos a teoria "Y", as pessoas com quem interagimos se mostrarão motivadas.

As duas teorias conforme John R. Maher:

TEORIA X

  • o homem médio não gosta do trabalho e o evita;

  • ele precisa ser forçado, controlado e dirigido;

  • o homem prefere ser dirigido e tem pouca ambição;

  • ele busca apenas a segurança.

TEORIA Y

  • o dispêndio de esforço no trabalho é algo natural;

  • o controle externo e a ameaça não são meios adequados de se obter trabalho;

  • o homem exercerá autocontrole e auto-direção, se suas necessidades forem satisfeitas;

  • a pessoa média busca a responsabilidade;

  • o empregado exercerá e usará sua engenhosidade, quando lhe permitirem auto-direção e autocontrole

Segundo Piersol (1999), McGregor concebeu seus dois conjuntos de suposições não como categorias exclusivas, mas como os pontos extremos de um continuum, ao longo do qual qualquer indivíduo pode localizar-se, num dado momento. Assim, McGregor não disse que, "se você não for Teoria X, será Teoria Y." O que ele deixa implícito é que, na extensão em que alguém adote e pratique as suposições da Teoria Y, as pessoas com quem ele interage exibirão comportamento motivado.

 

tabu

 

Solene interdição social do cometimento de certos atos ou do uso de certas palavras. Originalmente, havia sanções rituais e religiosas para a violação. Hoje, o termo é geralmente usado no sentido de qualquer proibição social com fundamentos irracionais e penalidades drásticas.

 

tálamo

Porção de massa cinzenta situada na base dos ventrículos laterais do encéfalo, acreditando-se que seja o centro para a percepção crua da dor e para as qualidades eficazes das sensações.

 

talento

Grau mais elevado de capacidade ou aptidão.

 

talião

Em Psicanálise, o princípio de retribuição no comportamento intrapsíquico. O id exige a retribuição (em forma simbólica) da atividade repressiva. O medo taliônico é um sintoma neurótico, caracterizado pelo temor inconsciente de retaliação por uma ofensa cometida, o qual se manifesta em representações simbólicas, como o medo de castração - reminiscência dos desejos edipais inconscientes.

 

taquicardia

O pulsar anormalmente rápido do coração.

 

técnica do brinquedo

Método de análise infantil criado por Melanie Klein.

 

tela

Em Psicanálise, tudo o que atua como cobertura ou mascaramento de uma emoção ou sentimento real. Por exemplo, uma pessoa que simboliza outra, num sonho, impedindo o sonhador de se aperceber do objeto real de seus sentimentos oníricos.

 

tela, memória de

Retenção de um ou mais incidentes triviais da infância, em virtude de sua associação com uma idéia emocionalmente importante que ajudam a conservar reprimida. Exemplo: a recordação de um passeio agradável, que ajuda a reprimir o reconhecimento de que a infância foi predominantemente infeliz.

 

teleonômico

Padrão de comportamento que, segundo Gordon W. Allport (Studies in Expressive Movement, 1933), é função de um propósito evidente ou inferido. Por exemplo, a desobediência de uma criança pode ser teleonômicamente classificada como um comportamento destinado a atrair a atenção.

 

telepatia

Transferência de pensamento e emoções de pessoa para pessoa, sem o emprego dos sentidos conhecidos.

 

telos

Originalmente, palavra grega com o significado de anel, círculo ou elo. A filosofia medieval incutiu-lhe o sentido de finalidade, propósito, alvo e complexão.

 

temperamento

Disposição individual para reagir a estímulos emotivos. Supõe-se que o temperamento é uma correlação das alterações metabólicas e químicas nos tecidos, especialmente nos endócrinos.

 

tempo, perspectiva

Segundo Erik Erikson, é uma das dimensões requeridas para o desenvolvimento de um sentido adequado de identidade pessoal. Uma perspectiva temporal inadequada pode levar um jovem a exigir ação imediata e prontas soluções para os problemas da vida. Por outro lado, a inconsciência das limitações temporais é suscetível de levá-lo à procrastinação perpétua, na esperança de que o próprio tempo acabe resolvendo os seus problemas. O sentido de identidade pessoal requer que o indivíduo mantenha uma noção de continuidade do eu, apesar das mudanças que ocorrem com o tempo.

 

tensão

[Do lat. tensione]

S. f. Fisiol. Med. e Psiq. Estado em que há sensação ou de retesamento (de músculos estriados esqueléticos, p. ex.), ou em que se é levado além de um limite normal de emoção. Tensão emocional. Sensação de apreensão, de incerteza. Tensão nervosa. Med. Sensação de apreensão, incerteza, medo. Tensão pré-menstrual (TPM). Med. Síndrome que pode ocorrer em dias que precedem a menstruação e que se caracteriza por fenômenos mentais (irritabilidade, insônia, instabilidade emocional), cefaléia, mastalgia, distensão abdominal, constipação, polaciuria, adinamia.

Na psicologia do comportamento, o estado emocional que resulta da insatisfação de necessidades ou do bloqueio de uma atividade dirigida no sentido da realização de um propósito inadiável. Neste sentido, é lícito dizer que um indivíduo se comporta sob tensão emocional.

 

teoria do campo

Um ponto de vista sistemático, em psicologia, desenvolvido por Kurt Lewin (09/09/1890 a 12/02/1947), colaborador de Wertheimer e Köhler na Universidade de Berlim. A teoria de campo se baseia em algumas suposições fundamentais: (a) campo dinâmico é o "espaço de vida que contém a pessoa e  seu ambiente psicológico"; (b) o comportamento é derivado da totalidade de fatos coexistentes ao seu redor e esses fatos tem caráter de um campo dinâmico; (c) cada parte do campo depende de uma interação-relação com as outras partes; (d) o comportamento humano não depende somente do passado ou do futuro, mas do campo dinâmico atual e presente.

 

terapêutica

[Do gr. therapeutiké, pelo lat. therapeu-tica]

S. f. Parte da medicina que estuda e põe em prática os meios adequados para aliviar ou curar os doentes.

 

terapia

Tratamento cuja finalidade é curar ou aliviar um estado deteriorado, para que o funcionamento normal do organismo se restabeleça.

 

terapia centrada no cliente

Sistema psicoterápico baseado no pressuposto de que o cliente ou sujeito está na melhor posição para resolver os seus próprios problemas desde que o terapeuta possa estabelecer uma atmosfera acolhedora e tolerante em que o cliente se sinta com inteira liberdade de discutir seus problemas e obter uma introvisão dos mesmos. Na terapia centrada no cliente, o terapeuta assume um papel não-diretivo; não interpreta nem intervém, a não ser para encorajar ou repetir, ocasionalmente, as observações do próprio cliente, para fins de aclaração e ênfase. As bases teóricas da terapia centrada no cliente foram fornecidas pela teoria da personalidade enunciada por Carl Rogers, uma das mais influentes teorias do Eu da psicologia contemporânea. Rogers demonstrava franco otimismo sobre a natureza humana e acreditava que o impulso mais básico é o de realização, manutenção e valorização do eu. 

 

terapia ocupacional.

Psiq. Aquela em que se procura desenvolver e aproveitar o interesse do paciente por um determinado trabalho ou ocupação; terapêutica ocupacional, laborterapia, ergoterapia. [Nesta acepç., cf. praxiterapia]

 

Terman, Lewis

Psicólogo norte-americano, autor da revisão Stanford (1916) da escala métrica para a medição da inteligência. Contou com a colaboração da psicóloga Maud Merrill para as revisões de 1937 e 1960, motivo pelo qual a sua a também é conhecida pelo nome de revisão Terman-Merrill, ou Escala de Inteligência Terman-Merrill.

 

Terman-Merrill, testes

Escalas de testes individuais desenvolvidas a partir da Binet-Simon e da revisão de Stanford. Lewis Terman foi o criador da escala original Stanford-Binet, em 1916, e teve como sua colaboradora, na revisão de 1937, a psicóloga Maud Merrill, a quem caberia preparar a atualização de 1960.

 

terminologia

palavras técnicas ou a maneira especial como as palavras são usadas por determinado grupo ou indivíduo, especialmente num ramo da ciência ou nos ensinamentos de um representante desse ramo. Por exemplo, terminologia psicanalítica, terminologia junguiana, etc.

 

terror noturno

Pesadelo do qual a pessoa que sonha (usualmente uma criança) desperta, mas o terror continua. Com frequencia, a pessoa não se lembra do teor do sonho nem da causa do terror.

 

teste

[Do ingl. test]

S. m. Psicol. Medida ou cálculo de determinadas características afetivas, intelectuais (nível mental, aptidões, conhecimentos), sensoriais ou motoras de um indivíduo, que permite situá-lo objetivamente em relação a outros membros do grupo social a que ele pertence.

 

t-group

(ingl.) - Abreviatura da expressão Training Group. Trata-se de uma das técnicas de terapia de grupo. Um pequeno grupo de pessoas reúne-se com a presença de um monitor de dinâmica de grupo. O grupo analisa o seu funcionamento com a "ajuda" desse monitor, o qual não dá conselhos nem ensinamentos. Simplesmente, ele informa o grupo sobre a maneira como ele percebe a situação e o seu desenvolvimento. A tradução mais corrente da expressão inglesa é Grupo de Diagnóstico.

 

Thorndike, Edward Lee

Psicólogo norte-americano (1874-1949) que destacou-se por seus estudos no campo da aprendizagem por associação, tendo formulado a explicação mais completa sobre o desenvolvimento psicológico na perspectiva associacionista e, por esse motivo, sendo considerado o seu representante mais apropriado. Thorndike ficou famoso por suas pesquisas pioneiras de aprendizagem animal e de psicologia educacional. Desenvolveu a lei dos efeitos, que se fundamenta nos seguintes pressupostos: (a) todo e qualquer ato que produz satisfação tem aumentada sua probabilidade de repetição ;  (b) a punição e o desprazer não se comparam em absoluto ao efeito positivo da recompensa a uma determinada resposta; (c) o efeito de prazer é, portanto, o que fixa o acerto (resposta) acidental; (d) em termos pedagógicos, o agradável é o sucesso do ensaio realizado pelo sujeito e o desagradável é o fracasso decorrente de obstáculos.

 

Thurstone, Louis L.

Psicólogo norte-americano (1887-1955) educado nas universidades de Cornell e Chicago. Tornou-se célebre por seu trabalho pioneiro na área dos testes de inteligência, por meio do uso da análise fatorial múltipla. Thurstone é também reconhecido por suas pesquisas que resultaram na construção de uma Escala de Atitudes, no desenvolvimento de curvas de aprendizagem racional e na lei do julgamento comparativo em psicofísica.

 

Titchener, Edward B.

Psicólogo norte americano (1867-1927), discípulo e seguidor de Wundt, o fundador do ponto de vista estruturalista em psicologia. Considerava as obras de Wundt da máxima importância e consumiu largo tempo traduzindo-as para o inglês. Defendia que o objeto de estudo da psicologia é a experiência consciente e que o propósito desta ciência deveria ser descobrir a “estrutura” da mente, abrindo mão, portanto, de compreender as mentes individuais ou preocupar-se com a cura de mentes enfermas. Considerou também que a psicologia animal e a psicologia infantil eram incompatíveis com sua proposta. O método de estudo utilizado por Titchener foi a “introspecção experimental sistemática”, que consistia em relatos subjetivos, qualitativos e detalhados das atividades mentais do sujeito durante a introspecção. A sua relutância em mostrar flexibilidade em sua atitude, face aos novos desenvolvimentos da psicologia, serviu para limitar o crescimento do estruturalismo e acabou resultando em seu colapso como escola.

 

tipo

Padrão de qualidades que pode distinguir-se de outros padrões e serve de modelo ou exemplar na atribuição dos indivíduos a uma classe ou grupo. Padrão que define uma categoria. Todos os componentes de uma classe ou categoria considerados como representantes das qualidades que definem coletivamente o grupo.

 

tipo ideal

Um constructo mental livremente criado pelo psicólogo social, em sua pesquisa, para tentar ordenar a "realidade"m, isolando e articulando os elementos de um fenômeno psicossocial periódico em um sistema de relações internamente coeso.

 

tipologia

Um sistema usado para classificação de indivíduos segundo certos critérios constitucionais ou psicológicos.

 

tique

Trejeito involuntário, quase sempre psicogênico.

 

tolerância

Atitude que concede liberdade de iniciativa, de escolha e de expressão a outra pessoa, por respeito à sua personalidade. A atitude tolerante difere da indulgência (embora o comportamento manifesto possa aparentar semelhança) e da negligência. É a atitude oposta ao autoritarismo, prepotência e rigor punitivo.

 

 

Tolman, Edward C.

Psicólogo americano (1886-1959), presidente da APA em 1937. Um dos mais destacados membros do movimento neobehaviorista, ficou conhecido pela sua teoria sistemática da aprendizagem, que é um misto de behaviorismo e de psicologia da Gestalt,

 

topologia

Um ramo da matemática que se ocupa das transformações no espaço. Kurt Lewin adotou alguns princípios da topologia para a sua Teoria do Campo.

 

totem

Animal, vivo ou morto, ou qualquer objeto, planta ou mineral que se acredita possuir relações de sangue com o clã ou tribo que o totem simboliza. Em Psicologia, denomina-se estágio totêmico a fase de evolução mental em que os totens são adotados como patronos dos clãs e objetos de culto. Em Psicanálise, caberia a Freud introduzir o termo no contexto sexual, como sinônimo de veneração, por parte de um sexo, de um objeto do sexo oposto. Constitui um clássico da literatura psicanalítica o livro de Freud intitulado Totem e Tabu.

 

toxicomania

Recurso contínuo aos efeitos de narcóticos, resultando na necessidade de doses progressivamente mais fortes, a fim de se obterem os efeitos desejados, tanto de natureza fisiológica como psicológica. A fase em que os tecidos não exigem o aumento de doses chama-se habituação tóxica.

 

transação

Evento psicológico em que todas as partes ou aspectos do acontecimento concreto derivam sua existência e natureza da participação ativa no acontecimento.

 

transferência

Atitudes, sentimentos e fantasias que um paciente experimenta, ma situação analítica, em relação ao seu analista, muitas das quais emergem, de modo aparentemente irracional, de suas próprias necessidades inconscientes e conflitos psicológicos, em vez das circunstâncias reais de suas relações com o analista. Por exemplo, o paciente pode atribuir, inconscientemente, características de seu pai, mãe, irmãos, etc. ao analista, enquanto este representará qualquer dessas pessoas em relação ao paciente.

 

transferência, resistência na

Em Psicanálise, é a repressão de algumas das manifestações de afeto transferidas durante a situação analítica. O analisando transfere para o analista aas atitudes anteriormente associadas; por exemplo, com o pai, algumas das quais ainda são inaceitáveis e têm de ser reprimidas. Uma mulher pode mostrar ciúme do analista mas reprimir quaisquer impulsos sexuais diretos para com ele, como imago paterna.

 

transexual

(se-cs)

Adj. 2 g. e s. 2 g. Psiq. Diz-se de, ou indivíduo que tem transexualidade.

 

transexualidade

(se-cs)[De transexual + -ismo]

S. m. Psiq. Desejo que leva o indivíduo (geralmente homem) a querer pertencer ao sexo oposto, cujos trajes pode, até, adotar, além de esforçar-se tenazmente no sentido de se submeter a intervenção cirúrgica visando a transformação sexual.

 

trauma

Literalmente, uma lesão. Na terminologia psicanalítica, significa uma lesão provocada na psique em resultado de uma experiência que pode ter sido agradável ou desagradável em si mesma.

 

traumática, cena

Experiência que uma pessoa quer esquecer, porque a recordação de seu papel ou sua participação nessa experiência lhe fere o amor próprio ou é contrária ao seu sistema de valores.

 

traumática, neurose

Neurose (essencialmente nos casos de histeria e ansiedade), precipitada por um trauma psíquico ou somático, em que os sintomas estão intimamente relacionados com o trauma original.

 

traumática, psicose

Distúrbio mental resultante de uma lesão cerebral que produz sintomas psicóticos. Distinguem-se três formas: (1) o delírio traumático, (2) a constituição traumática (em que se verifica uma alteração gradual na compleição do paciente) e (3) o enfraquecimento mental pós-traumático.

 

treino de toalete

O ensino, a uma criança, dos hábitos de higiene íntima peculiares em sua cultura, especialmente no que diz respeito à urinação e defecação. A excessiva severidade no treino envolve, ao que parece, efeitos desastrosos no desenvolvimento da criança.

 

tricotilomania

[De tric(o)- + gr. tíllo, 'depenar, e arrancar', + -mania]

S. f. Psiq. Hábito mórbido de arrancar continuamente os cabelos.

 

tudo ou nada, lei de

Princípio segundo o qual um neurônio reage com a intensidade máxima ou não reage, independentemente da intensidade do estímulo ou outra excitação. Em Psicanálise, é o princípio de que as reações instintivas não são graduadas em sua intensidade, manifestando-se sempre em sua força total.

 


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Fontes:

Espaço Terapêutico CorpoMente, Ana Lucia Pereira, Dicionário de Psicologia Prática e Portal do Marketing